O rombo deixado pela Junta Governativa no Sindimetal é maior que o previsto

O desvio de dinheiro feito pela Junta Governativa, que ocupou a direção do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas de 26 de setembro a 30 de novembro, é maior do que a diretoria eleita estava prevendo. A constatação foi feita por uma equipe de advogados e auditores do Sindicato, que o portal teve acesso.

Na manhã desse dia 12 de dezembro, os advogados da instituição tiveram acesso e apresentaram os primeiros extrato bancários de saques feitos na boca do caixa e, constataram que uma única empresa recebeu R$ 172.500,00 por uma suposta consultoria técnica, fiscal e contábil feita no Sindicato em 02 meses de ocupação da Junta Governativa.

O presidente Valdemir Santana e a diretoria do Sindicato preocupada com o grande desvio de dinheiro do trabalhador.
O presidente Valdemir Santana e a diretoria do Sindicato preocupada com o uso indevido do dinheiro do trabalhador.

No segundo dia de ocupação do Sindicato, a Junta Governativa fez uma transferência bancária de R$ 32 Mil à empresa Alfagaia Consultoria. No décimo dia de ocupação, foram feitas mais duas transferência para a Alfagaia, uma de R$ 25 Mil e outra de R$ 16 Mil.

Três dias depois, foi feita mais uma transferência bancária para a Alfagaia. Dessa vez, foram mais R$ 49,500,00. Ou seja, em 13 dias de Junta Governativa, a Alfagaia já havia recebido R$ 122.500,00 a título de serviços prestados.

Mas eles não pararam por aí. Mesmo sem nenhum contrato firmado com a Junta Governativa, para execução dos serviços de consultoria, a Alfagaia ainda recebeu mais R$ 50 Mil antes de serem afastados pela Justiça do Trabalho, no dia 30 de Novembro. Todos os extratos bancários estão em posse da diretoria eleita do Sindicato.

Na reintegração, a diretoria eleita enfrentou resistência para voltar ao sindicato.
Na reintegração, a diretoria eleita enfrentou grande resistência para voltar ao sindicato.

Apesar de todo o dinheiro recebido, entretanto, a Alfagaia só apresentou um relatório de 70 páginas, sendo 60 páginas com fotografias das dependências do Sindicato, Balneário e da Junta Governativa se apresentando. Outras (05) cinco páginas com apresentação da própria empresa de consultoria e as outras (05) cinco páginas restantes, com o suposto resultado da consultoria propriamente dita.

Esse material, que custou R$ 172.500,00, foi apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas antes feito um grande espetáculo midiático, na tentativa de justificar a ocupação da Junta no Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.

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