Queda em mais de 40% nas vendas, faz Moto Honda fechar linha de produção

A venda de motocicletas da Moto Honda da Amazônia, principal montadora de Duas Rodas do Pólo industrial de Manaus (PIM), foi reduzida em mais de 100 mil unidades em 2016.

Antes da crise política e financeira no Brasil, a empresa vendia algo em torno de 160 mil unidades por mês. No final de 2016, as vendas caíram para pouco mais de 45 mil unidades por mês. Essa é uma estimativa de setores sindicais responsáveis por medir a tendência de alta e queda na contratação de mão de obras para o setor de duas rodas.

O reflexo disso foi sentido na linha de produção, com a também queda acentuada dos postos de trabalho. De 2014 a novembro de 2016, a Moto Honda demitiu mais de 40% dos trabalhadores, gradativamente, à medida que a crise foi se agravando.

A crise bateu na porta da montadora Honda da Amazônia.
A crise bateu na porta da montadora Honda da Amazônia.

Até 2014, a Moto Honda chegou a ter, em seu parque industrial, algo em torno de 11.500 trabalhadores. No final de outubro desse ano, contabilizou apenas 6.700 e, mesmo assim aplicando medidas de contenção, férias antecipadas, redução de jornada de trabalho e outras medidas necessárias, combinadas com o Sindicato da categoria, para estancar a onda de demissões.

O ponto final da crise interna da empresa, foi sentido em 2016 com a desativação da linha 5, HDA-2, porque os estoques estavam batendo no teto. Outro agravante, se deu por falta de crédito bancário aprovado. De cada 10 pedidos de aprovação de crédito, para compra de Motocicletas nos bancos, apenas duas eram aprovadas.

A direção está tomando todas as medidas para evitar mais demissões em 2017.

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